


COM O AQUECIMENTO GLOBAL, NOSSAS GELEIRAS ESTÃO DERRETENDO..
RESULTANDO NO AUMENTO DOS MARES COBRINDO INÚMERAS ÁREAS LITORÂNEAS. ( JOINVILLE SERÁ UMA)...

NOSSO FUTURO ESTA EM CHAMAS...
Aquecimento Global
Questão: O que a derrubada de árvores tem a ver com a destruição da camada de ozônio?
Resposta:Não muito! Excetuando-se que ambas estão acontecendo na Terra e foram criadas por seres humanos, não há nenhuma relação entre a derrubada de árvores e a camada de ozônio. A mídia - os jornais e a TV - explicam isso muito mal.
Fazem parecer que as duas coisas estão ligadas. Mas não estão! A maioria das pessoas pensa assim. Explique para elas o correto.
De novo, a camada de ozônio e o aquecimento global são duas coisas distintas. Elas são causadas por duas coisas diferentes que os humanos fizeram ao planeta. Não estão relacionadas. Cada um é um grande problema.
Não podemos resolver nenhum deles até que possamos entender o que está acontecendo. Assim, leia isso e comece a falar sobre ele com todo mundo que conhece.
Aquecimento Global
Quando plantamos árvores, criamos um local para armazenar o carbono em CO2. As árvores retiram o carbono do ar, mantendo-no armazenado. Esta é uma razão por que as florestas tropicais são tão importantes - são locais que podem armazenar muito carbono.
Óculos escuros para a Terra
A Terra é banhada a cada dia por luz e outras energias do Sol. Nem toda essa energia é saudável. Um tipo de energia que não é boa é a chamada radiação ultravioleta.
Nas regiões altas da atmosfera há um tipo especial de oxigênio chamado ozônio. O ozônio é uma substância química frágil, que possui o tamanho e o formato exatos para absorver a radiação ultravioleta do Sol. A camada de ozônio funciona como imensos óculos escuros para nosso planeta, filtrando a radiação ultravioleta. A camada de ozônio está sendo destruída por produtos químicos, como o CFC.Eles são usados em geladeiras, espuma plástica e em sprays.
Da próxima vez que você ouvir alguém mencionar ozônio na mesma frase com árvores, explique delicadamente que são coisas distintas. Fale sobre nossa experiência com a jarra e com os óculos escuros.P.S. de Jax: O terceiro grande problema é a chuva ácida. E adivinhe! É outro problema separado que não tem nada a ver com os outros dois que já citamos. A chuva ácida acontece quando a chuva cai das nuvens e passa por nuvens de ar poluído, contendo ácido sulfúrico e outras substâncias. Isso torna a chuva ácida, matando plantas e lagos.
O Efeito Estufa e o Aquecimento Global
aquecimento
O aquecimento global é o aumento da temperatura terrestre (não só numa zona específica, mas em todo o planeta) e tem preocupado a comunidade científica cada vez mais. Acredita-se que seja devido ao uso de combustíveis fósseis e outros processos em nível industrial, que levam à acumulação na atmosfera de gases propícios ao Efeito Estufa, tais como o Dióxido de Carbono, o Metano, o Óxido de Azoto e os CFCs.
Há muitas décadas que se sabe da capacidade que o Dióxido de Carbono tem para reter a radiação infravermelha do Sol na atmosfera, estabilizando assim a temperatura terrestre por meio do Efeito Estufa, mas, ao que parece, isto em nada preocupou a humanidade que continuou a produzir enormes quantidades deste e de outros gases de Efeito Estufa.
A grande preocupação é se os elevados índices de Dióxido de Carbono que se têm medido desde o século passado, e tendem a aumentar, podem vir a provocar um aumento na temperatura terrestre suficiente para trazer graves conseqüências à escala global, pondo em risco a sobrevivência dos seus habitantes.
Na realidade, desde 1850 temos assistido a um aumento gradual da temperatura global, algo que pode também ser causado pela flutuação natural desta grandeza. Tais flutuações têm ocorrido naturalmente durante várias dezenas de milhões de anos ou, por vezes, mais bruscamente, em décadas. Estes fenômenos naturais bastante complexos e imprevisíveis podem ser a explicação para as alterações climáticas que a Terra tem sofrido, mas também é possível e mais provável que estas mudanças estejam sendo provocadas pelo aumento do Efeito Estufa, devido basicamente à atividade humana.
Para que se pudesse compreender plenamente a causa deste aumento da temperatura média do planeta, foi necessário fazer estudos exaustivos da variabilidade natural do clima. Mudanças, como as estações do ano, às quais estamos perfeitamente habituados, não são motivos de preocupação.
Na realidade, as oscilações anuais da temperatura que se têm verificado neste século estão bastante próximo das verificadas no século passado e, tendo os séculos XVI e XVII sido frios (numa escala de tempo bem mais curta do que engloba idades do gelo), o clima pode estar ainda a se recuperar dessa variação. Desta forma os cientistas não podem afirmar que o aumento de temperatura global esteja de alguma forma relacionado com um aumento do Efeito Estufa, mas, no caso dos seus modelos para o próximo século estarem corretos, os motivos para preocupação serão muitos.
Segundo as medições da temperatura para épocas anteriores a 1860, desde quando se tem feito o registro das temperaturas em várias áreas de globo, as medidas puderam ser feitas a partir dos anéis de árvores, de sedimentos em lagos e nos gelos, o aumento de 2 a 6 ºC que se prevê para os próximos 100 anos seria maior do que qualquer aumento de temperatura alguma vez registrado desde o aparecimento da civilização humana na Terra. Desta forma torna-se assim quase certo que o aumento da temperatura que estamos enfrentando é causado pelo Homem e não se trata de um fenômeno natural.
No caso de não se tomarem medidas drásticas, de forma a controlar a emissão de gases de Efeito Estufa é quase certo que teremos que enfrentar um aumento da temperatura global que continuará indefinidamente, e cujos efeitos serão piores do que quaisquer efeitos provocados por flutuações naturais, o que quer dizer que iremos provavelmente assistir às maiores catástrofes naturais (agora causadas indiretamente pelo Homem) alguma vez registradas no planeta.
A criação de legislação mais apropriada sobre a emissão dos gases poluentes é de certa forma complicada por também existirem fontes de Dióxido de Carbono naturais (o qual manteve a temperatura terrestre estável desde idades pré-históricas), o que torna também o estudo deste fenômeno ainda mais complexo.
Há ainda a impossibilidade de comparar diretamente este aquecimento global com as mudanças de clima passadas devido à velocidade com que tudo está acontecendo. As analogias mais próximas que se podem estabelecer são com mudanças provocadas por alterações abruptas na circulação oceânica ou com o drástico arrefecimento global que levou à extinção dos dinossauros. O que existe em comum entre todas estas mudanças de clima são extinções em massa, por todo o planeta tanto no nível da fauna como da flora. Esta analogia vem reforçar os modelos estabelecidos, nos quais prevêem que tanto os ecossistemas naturais como as comunidades humanas mais dependentes do clima venham a ser fortemente pressionados e postos em perigo.
Efeitos
Devido aos efeitos potenciais sobre a saúde humana, economia e meio ambiente o aquecimento global tem sido fonte de grande preocupação. Algumas importantes mudanças ambientais tem sido observadas e foram ligadas ao aquecimento global. Os exemplos de evidências secundárias citadas abaixo (diminuição da cobertura de gelo, aumento do nível do mar, mudanças dos padrões climáticos) são exemplos das consequências do aquecimento global que podem influenciar não somente as atividades humanas mas também os ecosistemas. Aumento da temperatura global permite que um ecosistema mude; algumas espécies podem ser forçadas a sair dos seus habitats (possibilidade de extinção) devido a mudanças nas condições enquanto outras podem espalhar-se, invadindo outros ecossistemas.
Entretanto, o aquecimento global também pode ter efeitos positivos, uma vez que aumentos de temperaturas e aumento de concentrações de CO2 podem aprimorar a produtividade do ecosistema. Observações de satélites mostram que a produtividade do hemisfério Norte aumentou desde 1982. Por outro lado é fato de que o total da quantidade de biomassa produzida não é necessariamente muito boa, uma vez que a biodiversidade pode no silêncio diminuir ainda mais um pequeno número de espécie que esteja florescendo.
Uma outra causa grande preocupação é o aumento do nível do mar. O nível dos mares está aumentando em 0.01 a 0.02 metros por década e em alguns países insulares no Oceano Pacífico são expressivamente preocupantes, porque cedo eles estarão debaixo de água. O aquecimento global provoca subida dos mares principalmente por causa da expansão térmica da água dos oceanos, mas alguns cientistas estão preocupados que no futuro, a camada de gelo polar e os glaciares derretam. Em consequência haverá aumento do nível, em muitos metros. No momento, os cientistas não esperam um maior derretimento nos próximos 100 anos. (Fontes: IPCC para os dados e as publicações da grande imprensa para as percepções gerais de que as mudanças climáticas).
Como o clima fica mais quente, a evaporação aumenta. Isto provoca pesados aguaceiros e mais erosão. Muitas pessoas pensam que isto poderá causar resultados mais extremos no clima como progressivo aquecimento global.
O aquecimento global também pode apresentar efeitos menos óbvios. A Corrente do Atlântico Norte,por exemplo, provocada por diferenças entre a temperatura entre os mares. Aparentemente ela está diminuindo conforme as médias da temperatura global aumentam, isso significa que áreas como a Escandinávia e a Inglaterra que são aquecidas pela corrente devem apresentar climas mais frios a despeito do aumento do calor global.
Modelos climáticos
Simulações climáticas mostram que o aquecimento ocorrido de 1910 até 1945 podem ser explicado somente por forças internas e naturais (variação da radiação solar) mas o aquecimento ocorrido de 1976 a 2000 necessita da emissão de gases antropocêntricos causadores do efeito estufa para ser explicado. A maioria da comunidade científica está actualmente convencida de que uma proporção significativa do aquecimento global observado é causado pela emissão de gases causadores do efeito estufa emitidos pela actividade humana. (Fonte IPC)
Esta conclusão depende da exatidão dos modelos usados e da estimativa correta dos fatores externos. A maioria dos cientistas concorda que importantes características climáticas estejam sendo incorretamente incorporadas nos modelos climáticos, mas eles também pensam que modelos melhores não mudariam a conclusão. (Source: IPCC)
Os críticos dizem que há falhas nos modelos e que fatores externos não levados em consideração poderiam alterar as conlusões acima. Os críticos dizem que simulações climáticas são incapazes de modelar os efeitos resfriadores das partículas, ajustar a retroalimentação do vapor de água e levar em conta o papel das nuvens. Críticos também mostram que o Sol pode ter uma maior cota de responsabilidade no aquecimento global actualmente observado do que o aceite pela maioria da comunidade científica. Alguns efeitos solares indiretos podem ser muito importantes e não são levados em conta pelos modelos. Assim, a parte do aquecimento global causado pela ação humana poderia ser menor do que se pensa actualmente. (Fonte: The Skeptical Environmentalist)
O aquecimento global
O Aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão—um aumento da temperatura média superficial global que vem acontecendo nos últimos 150 anos. Entretanto, o significado deste aumento de temperatura ainda é objeto de muitos debates entre os cientistas. Causas naturais ou antropogênicas (provocadas pelo homem) têm sido propostas para explicar o fenômeno.
Grande parte da comunidade científica acredita que o aumento de concentração de poluentes antropogênicos na atmosfera é causa do efeito estufa. A Terra recebe radiação emitida pelo Sol e devolve grande parte dela para o espaço através de radiação de calor. Os poluentes atmosféricos estão retendo uma parte dessa radiação que seria refletida para o espaço, em condições normais. Essa parte retida causa um importante aumento do aquecimento global.
A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações metereológicas em todo o globo desde 1860. Os dados com a correção dos efeitos de "ilhas urbanas" mostra que o aumento médio da temperatura foi de 0.6+-0.2 C durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000. (fonte IPCC).
Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, do aumento do nível global dos mares, do aumento das precipitações, da cobertura de nuvens, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo durante o século XX.
Por exemplo, dados de satélite mostram uma diminuição de 10% na área que é coberta por neve desde os anos 60. A área da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% desde 1950 e houve retração das montanhas geladas em regiões não polares durante todo o século XX.(Fonte: IPCC).
Aquecimento Global
Entenda o Aquecimento Global, Efeito Estufa, conseqüências, aumento da temperatura mundial, degelo das calotas polares, gases poluentes, Protocolo de Quioto, furacões, cliclones, desertos, clima
A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos.
Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento de poluentes, principalmente de gases derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, gás carbônico e monóxido de carbono, principalmente) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas conseqüências em nível global.
Conseqüências do aquecimento global
Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;
Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas em nosso planeta;
Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;
Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças.
Protocolo de Quioto
Este protocolo é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.
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Uma natureza sem Deus e sem finalidade
Na versão moderna do catastrofismo -o aquecimento global e progressivo do planeta é a sua versão mais popular, graças ao tratamento da mídia- se atribui a originação do mal ambiental aos homens, portanto se acredita que estejamos diante de uma catástrofe evitável pela mudança de comportamento diante da natureza. “Por natureza entendo apenas a ação conjunta e o produto de muitas leis naturais; e, por leis, a seqüência de eventos tal como asseverada por nós", dizia Darwin em 18758. Esta foi, talvez, a sua maior descoberta e nela se apóia o corolário de que, ainda que a inteligência possa intervir em aspectos que incidem sobre o processo evolutivo, ampliando a plasticidade da espécie humana, a própria evolução carece de direção ou finalidade.
O princípio da seleção natural é apenas uma dessas leis que agem “sobre a inteira maquinaria da vida” e determinam o que modernamente se chama “microevolução”, isto é, o processo interno e ilimitado de transformação das espécies. A “macroevolução”, por sua vez, não se explica pela acumulação de variações genéticas e mutações dentro das espécies a ponto de responderem pela diversificação evolucionária.
Foi essa diferença entre micro e macroevolução que criou a necessidade lógica de conhecer os eventos que se situam no plano mais geral, além dos limites internos das espécies. Mas somente raciocínios apriorísticos conseguem estabelecer as relações entre a microevolução e as grandes linhas das transformações, conectando uma espécie a outra, supondo que nos vários intervalos existam “elos faltantes” -seres lógicos não encontrados no mundo material e afetados hipoteticamente por catástrofes. Assim, a dificuldade em se compreender as leis que governam a macroevolução limita o conhecimento do próprio funcionamento da natureza ou, como modernamente se chama, da ecologia9.
A indústria do medo que gera os negócios ambientais se apóia na ciência pré-darwinista
São reais as perspectivas de fim do mundo humano se não controlarmos riscos como o aquecimento global? A alta freqüência dos furacões no ano passado pode ser atribuida a danos irreparáveis que o homem produziu no clima? Uma recente Cúpula Mundial de Mídia e Ambiente, realizada na Malásia, nos sugere que estas possam ser mentiras midiáticas. Uma das causas dessa visão negativa é o fato de a mídia tratar como certeza absoluta estudos ambientais que têm a incerteza como um dado inerente1.
Bem diversa parece ser a importância e o peso de advertências de um biólogo bem formado, com larga experiência como dirigente da WWF (World Wildlife Fund), cultor do método científico. Trata-se de Jared Diamond, que sentencia que “pela primeira vez na história enfrentamos o risco de um colapso global”2. Ao mesmo tempo, ele nos oferece uma teoria sobre o colapso ambiental de civilizações passadas e nos leva a revisitar temas clássicos das ciências do século XIX que nos colocam diante de problemas ambientais que o capitalismo não tem conseguido superar.
Autoridades também possuem grande responsabilidade nisso que se atribui à imprensa e a alguns cientistas. “A expectativa de furacões mais intensos é apenas mais um dos terríveis exemplos de como a inação pode ser o custo mais alto com o qual teremos que arcar”, diz o secretário paulista do Meio Ambiente. Sua proposta é “trabalhar numa larga escala para reduzir a ameaça de aquecimento global e gerar vultosos benefícios econômicos”3.
Supondo que a teoria de colapso global via aquecimento do planeta tenha alguma utilidade, as estratégias atuais para que escapemos dele indicam que, através do controle e diminuição da emissão de carbono, o aumento de temperatura da Terra poderá ser inferior a 0,1º C por década, em média, entre 1990 e 2100, permitindo que vários ecossistemas se adaptem. Paralelamente deve-se perseguir o desenvolvimento tecnológico no sentido da “desmaterialização” dos processos de produção para diminuir a pressão sobre o meio ambiente através do consumo de recursos físicos4. Em outras palavras, a estratégia para se evitar o aquecimento traz o propósito de influir, ao mesmo tempo, no que os biólogos modernos chamam de “macroevolução” e “microevolução”.
Curioso é como algo que possa ser visto como ameaça real à humanidade tornou-se, rapidamente, uma espécie de moeda que resulta na financeirização da natureza. Fala-se em “crédito de carbono”, tornando o “mal” em algo financeiramente conversível. A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima assume, por exemplo, uma redução de 30% no ritmo de desflorestamento da Amazônia. Esta meta, contudo, não é desinteressada. O pacto que representa a Convenção de Kyoto reconhece que as florestas tropicais oferecem “ampla gama de serviços ambientais -diversidade biológica, conservação do solo e do lençol freático e retenção de carbono” e, portanto, “os países em desenvolvimento (todos tropicais) deveriam ser remunerados pelos serviços ambientais que prestam a todo o planeta”5.
Inaugura-se então uma contabilidade perversa do tipo: “você polui, eu não poluo por você e você me paga”. Este negócio tem como base legitimadora o medo, fomentado por toda parte, de que o fim do mundo pode ser “antecipado” pela poluição e aquecimento global. Com base no medo, os homens de boa vontade são convidados a uma espécie de exame de consciência a respeito do que fazem e, assim, a adotar medidas apresentadas como capazes de adiar o fim.


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